14 de dez. de 2008

Acho que eu estou crescendo e isso é trágico. Nunca quis crescer, sempre gostei da minha vidinha de criança, é muito mais fácil, mais feliz e mais divertida. Ok, eu vivo com os meus pais e minha vida ainda não é assim tão difícil, mas não é fácil também não.

Lembro ainda quando o mundo era a minha casa e ficava contente em ter potinhos para brincar, viagem era ir para a casa da minha avó e a coisa mais divertida que tinha era explorar o quintal dela e brincar com terra. Eu me contentava com muito pouco quase nada, minhas preocupações eram... eram... hum... eu creio que não tinha preocupações e a coisa mais difícil que eu tinha era “desenhar” o número oito... ah bons tempos aqueles... bons tempos.

Agora eu fico com dor de estomago por causa das pressões do mundo exterior, quero viajar e conhecer o mundo, o pouco quase nada virou no muito quase tudo para ser feliz. Sabe como eu percebi que estou crescendo? Eu estou usando bolsa e carregando documentos, eu me preocupo com futuro e sonho em ter uma casa e um carro (sonho bem classe média, mas é o que eu sou: classe média), minha casa já não é o bastante e eu já digo coisas como “no meu tempo”. Ah... que puxa... acho que não sou mais criança.

Aviso aos desavisados: RECUSO terminantemente a deixar alguns velhos hábitos infantis de lado então não se assuste com certas atitudes e gostos e os manterei na medida do possível.

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